Home » Informação » Justiça da Califórnia quer saber onde estão US$ 60 milhões doados ao Black Lives Matter

Patrisse Cullors, ex-CEO da organização, renunciou após suspeitas relacionadas a finanças pessoais

A Justiça da Califórnia e grande parte da imprensa norte-americana estão cobrando a falta de auditoria de bilhões de dólares doados aos grupos ligados ao movimento Black Lives Matter, que combate o racismo nos Estados Unidos.

O Departamento de Justiça do estado da Califórnia ameaça responsabilizar os líderes do movimento caso não mostrem o que foi feito com o dinheiro. Os responsáveis pela entidade têm 60 dias para justificar o uso dado às doações.

Wilfred Reilly, do site Spiked, também questiona a falta de auditoria dos bilhões de dólares doados aos grupos ligados ao BLMGNF (Black Lives Matter Global Network). Pelo menos 10,6 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 55,3 bilhões) foram prometidos a ONGs afiliadas ao movimento.

A ex-CEO do BLMGNF, Patrisse Cullors, renunciou ao cargo em maio de 2021 após ter as finanças pessoais questionadas. A ativista teria comprado quatro imóveis avaliados em 3,2 milhões de dólares (cerca de R$ 16,7 milhões), incluindo uma fazenda na Georgia e uma mansão na Califórnia.

Ao deixar o cargo, Cullors teria indicado duas pessoas para assumirem a vaga. Entretanto, os dois ativistas não foram empossados “por causa de divergências com o BLM”. Reilley ressalta que durante o período sem liderança no BLMGNF, o grupo continuava captando doações.

Outros grupos, como #BLM10, que reúnem filiais da organização em cidades dos Estados Unidos, criticaram o BLMGNF pela falta de “transparência financeira, tomada de decisões e responsabilidade”. O #BLM10 afirma que “a maioria dos grupos recebeu pouco ou nenhum apoio financeiro do BLMGNF desde o lançamento, em 2013”.

Um levantamento do New York Post concluiu que o BLMGNF recebeu mais de 90 milhões de dólares (aproximadamente R$ 469 milhões) em 2020. Deste valor, o grupo tinha “um saldo aproximado de 60 milhões de dólares (cerca de R$ 312 milhões)” depois de gastar mais de R$ 43 milhões com custos indefinidos e R$ 113 milhões com grupos locais.

Um relatório divulgado pelo Black Lives Matter em 2020 listou apoio financeiro a mais grupos de defesa de transgêneros do que organizações que promovem os direitos civis dos negros e combatem o racismo.

Segundo Rilley, os Estados Unidos registraram 4.000 homicídios a mais em 2020 na comparação com 2019, ultrapassando a marca de 20 mil pela primeira vez desde 1995.

“Alguns estudos descobriram que as cidades onde as marchas do BLM ocorreram nos últimos anos testemunharam pequenas reduções nos homicídios policiais. No entanto, essas mesmas comunidades sofreram um aumento acentuado nos assassinatos “regulares” após a redução da atividade policial”, conclui Rilley.

 

Fonte: R7

Foto: PETER NICHOLLS / REUTERS – 7.6.2020

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