Home » Informação » Cuba confirma fuga de duas atletas após Mundial de Atletismo nos EUA

A estrela do país no lançamento de disco, Yaimé Pérez, aproveitou uma conexão em Miami para desembarcar e não retornar à ilha

Cuba registrou três fugas durante o Mundial de Atletismo, em Eugene, nos EUA, incluindo a estrela do lançamento de disco Yaimé Pérez, informou o Inder (Instituto Cubano de Esportes) nesta quarta-feira (27).

“As atletas Yiselena Ballar (dardo) e Yaimé Pérez (disco) e o fisioterapeuta Carlos González abandonaram a delegação, o que se configura como grave indisciplina”, publicou o jornal digital Jit, do Inder, em uma breve nota.

Pérez, de 31 anos, foi medalha de ouro no Mundial de Atletismo em Doha, em 2019 e ficou em sétimo neste ano. A atleta fez um arremesso de 63,07 metros, desempenho muito inferior às suas melhores marcas e recordes.

Uma das atletas mais bem-sucedidas do atletismo cubano, Yaimé era uma das esperanças da ilha para os Jogos Olímpicos Paris, que será realizado em 2024.

Pérez também conquistou o bronze olímpico em Tóquio, venceu várias etapas da Diamond League, incluindo as finais de 2018 e 2019, e ainda levou o título continental em Lima, em 2019.

Alguns veículos de comunicação independentes informaram que a fuga da cubana aconteceu na viagem de volta para a ilha, durante uma escala no aeroporto de Miami, nos EUA. Foi neste mesmo local que Ballar, de 19 anos, também deixou a delegação, em 13 de julho.

 

Desempenho no Mundial

Cuba disputou o Mundial de Eugene com apenas 14 atletas e terminou em 29º lugar no quadro de medalhas. Foi a primeira vez que os atletas cubanos não subiram ao pódio, o que representa seu pior desempenho histórico em campeonatos mundiais.

Mais de duas dezenas de atletas cubanos de várias disciplinas deixaram a ilha, ou pediram sua saída das seleções nacionais este ano, incluindo estrelas olímpicas como Juan Miguel Echevarría (atletismo), Ismael Borrero (luta) e Fernando Dayán (canoagem).

Essas fugas se dão em um momento de migração em massa na ilha, em meio à sua pior crise econômica em três décadas, devido aos efeitos da pandemia da Covid-19 e do endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos.

 

Fonte: R7 – AFP Foto: ANDREJ ISAKOVIC / AFP

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